19 de julho de 2013

Vinícolas de Lujan de Cuyo

O dia começou bem frio e fazia apenas 2 graus quando deixamos o hotel. Seguimos pela estrada em direção a parte mais distante da região de Lujan de Cuyo e quando chegamos começou a nevar fraquinho.

Pulenta State

A primeira vinícola que visitamos neste dia se destaca pelas instalações bem cuidadas e muito limpas, com o piso brilhando em todas as áreas, o que é uma exigência do enólogo e um dos proprietários da vinícola.

Inciamos a degustação com um vinho branco ainda no hall de recepção e seguimos por uma visita às instalações desta bodega que produz 400.000 garrafas ao ano.

A sala de degustação foi uma surpresa. É a mais bela de todas as salas de degustação que visitamos durante a viagem. Fica no piso inferior e imita o ambiente de uma sala medieval da época do rei Arthur, com uma grande mesa de madeira quadrada no lugar da távola redonda.

Nossa maior surpresa foi a degustação de um vinho 100% de uva Cabernet Franc, cujo aroma surpreendentemente lembra pimentão verde.

Catena Zapata

Esta é a vinícola argentina mais conhecida no Brasil e, portanto, a mais procurada pelos brasileiros que chegam à Mendoza. A razão disso é que o vinho Catena Zapata é facilmente encontrado em quase todos os supermercados brasileiros.

Esta  bodega tem um bonito edifício em estilo Maia, antigo e rústico. A sala das barricas é fantástica e imita uma linha de trem. Também adorei a adega que abriga a coleção de vinhos de primeira linha de diversos países, utilizados em degustações às cegas pelos enólogos da vinícola e seus convidados especiais, com o intuito de comparar a qualidade dos diversos vinhos do mundo com os vinhos fabricados pela Catena Zapata.

Nossa degustação foi feita em uma sala de estar, como se estivéssemos visitando amigos em uma casa de campo, com as taças dispostas na mesinha de centro e  todos confortavelmente instalados em sofás grandes e macios.

A vinícola tem uma grande produção, cerca de 3.500.000 garrafas ao ano, e é uma das maiores vinícolas da Argentina. Possui duas linhas de produtos, uma delas disponível apenas para o mercado nacional argentino e outra para o mercado externo.

Ruca Malen

Esta foi a única vinícola que nos levou ao vinhedo propriamente dito para ver as plantas, apesar do frio. Como estávamos no inverno, as videiras estavam completamente secas, sem folhas e sem frutas, mas ainda assim é muito interessante vê-las de perto e aprender sobre os detalhes das técnicas de plantio e da idade e duração das plantas.

O almoço foi excelente com pratos muito especiais. O destaque ficou por conta de uma entrada deliciosa servida em um prato de vidro, onde as descrições dos ingredientes foram anotadas à canetinha de forma bastante criativa e inovadora na borda do prato.

A produção desta vinícola é de  935.000 garrafas ao ano.

18 de julho de 2013

Carinae, Trapiche e Familia Zuccardi

Carinae

Esta foi a melhor visita do dia. A vinícola Carinae é um exemplo de como o bom atendimento tem o poder de nos deixar encantados com uma empresa.

O ambiente é familiar e simples. A vinícola é pequena e não tem condições de concorrer com as grandes vinícolas no mercado massivo de venda de vinhos mais baratos. Por isso, fabricam apenas vinhos de alta gama, de valor mais alto. Fomos recebidos pelo proprietário da vinícola mas quem nos guiou pela visita e degustação foi uma funcionária bastante espirituosa e simpática. Ela nos contou que o proprietário e sua esposa, franceses cansados do mundo corporativo, decidiram comprar as instalações de uma antiga vinícola falida, reformando-a para criar a Carinae, que produz atualmente 80.000 garrafas ao ano.

Achamos os vinhos degustados muito bons, especialmente o Syrah. Também experimentamos as azeitonas pretas produzidas pela casa e muito gostosas por sinal.

Trapiche

Esta é a maior e mais antiga vinícola de Mendoza. Sua história é muito rica e interessante, com períodos de altos e baixos que incluíram desde momentos de sucesso total até a quase falência.

Parte desta história está exposta em um museu na própria vinícola, onde estão expostas máquinas antigas de fabricação de vinhos e a antiga linha de trem privada que atravessava a vinícola para o carregamento das barricas.

Esta vinícola também é muito conhecida no Brasil, com ampla distribuição de vinhos mais acessíveis em quase todos os supermercados. Sua produção é de 30 milhões de garrafas ao ano,

Familia Zuccardi

Esta foi a vinícola mais lotada de turistas que visitamos. A visita guiada da qual participamos tinha mais de 20 pessoas, o que é demais para um bom aproveitamento. A  loja de vinhos também estava excessivamente cheia e tivemos que esperar um bom tempo para sermos atendidos.

A degustação foi bem simples em uma sala grande, decorada com vários quadros de artistas locais. A produção é de 16  milhões de garrafas ao ano. O almoço foi bom.

17 de julho de 2013

Achaval Ferrer, Terrazas de los Andes e Viña Cobos

Achaval Ferrer

Nesta vinícola não houve tour pelas instalações, apenas a degustação.  Por outro lado, pudemos provar a um preço muito interessante, o melhor vinho da nossa viagem.  A apresentação feita por um dos funcionários também foi muito interessante e rica. Os vinhos fabricados por eles são bastante caros mas muito apreciados pelos argentinos e bastante reconhecidos ao redor do mundo.

Nossa degustação foi interna mas pude presenciar uma interessante degustação falada em espanhol feita no jardim, que tem uma paisagem belíssima.



Produção:


Terrazas de los Andes

Almoçamos em uma casa elegante desta vinícola.

Produção:


Viña Cobos

Esta foi uma visita muito rápida que não gostamos muito. Trata-se de uma vinícola pequena, do tipo boutique, cujos vinhos são encontrados em várias importadoras do Brasil. Entretanto, a funcionária que nos atendeu parecia estar cansada e sem vontade de expor os detalhes da empresa para mais um par de turistas.

O preço da degustação é caro em comparação com as outras vinícolas que visitamos e nenhum vinhos oferecidos são da linha dos melhores da casa. Para se provar o top de linha, o premiado vinho Cobos, é preciso comprá-lo e abri-lo na própria vinícola com 30% de desconto.

Produção:

16 de julho de 2013

Mendoza

Mendoza é uma província no oeste da Argentina conhecida pela produção de vinhos e azeites. É responsável pela produção de 70% dos vinhos argentinos, que são muito apreciados no mundo inteiro, ocupando a 5a. posição mundial.

As vinícolas de Mendoza possuem um dos melhores fatores custo-benefício na produção de vinhos pois a mão de obra e as terras da região são bem mais acessíveis do que em outros países produtores. São cerca de 1.220 vinícolas, que produzem 1 bilhão de litros de vinho por ano, onze vezes mais do que toda a produção brasileira de 2011 e mais de 100 delas estão preparadas para receber visitantes.


14 de julho de 2013

Vila de Ilhabela

Em nosso último dia em Ilhabela, em mais um dia de sol delicioso, visitamos a Vila antes de pegar a balsa para vê-la durante o dia.

Igreja Nossa Senhora D'Ajuda e Bonsucesso

Forum e Cadeia

Esquina da Vila

Vista do Pier da Vila

12 de julho de 2013

Mostra de Dança

Hoje seguimos mais ao sul da ilha, passamos pela Praia do Curral e paramos para conhecer a Praia do Veloso, a última praia do sul que dá para chegar de carro.

Praia do Veloso

É uma praia bonita, de águas calmas e estava quase deserta, mas fomos recebidos tão efusivamente pelos borrachudos que imediatamente sentimos saudades da nossa querida Praia do Julião.

E para lá voltamos.

Águas maravilhosas, música agradável, sol delicioso, um bar pra lá de bom, para que mudar o que está ótimo?

Praia do Julião
O maior Castelo de Areia

Ah... esse brilho me fascina

A noite, fomos jantar na Vila de Ilhabela, a 12km da nossa pousada.

Vila de Ilhabela

Ilhabela é conhecida como a capital da Vela e esta é a 40a. tradicional Semana da Vela, que tem além do campeonato do esporte, uma diversificada agenda cultural pela cidade. Tivemos a sorte de ver nesta noite a mostra de dança com 15 grupos de diferentes cidades. Houve de tudo um pouco: ballet clássico, jazz, street dance, dança contemporânea, estilo livre, terceira idade, infantil, pessoas especiais. Gostei demais de uma das apresentações de dança contemporânea (a da foto abaixo) e de uma de estilo livre.

Mostra de Dança

11 de julho de 2013

Praia do Julião

Chegamos à praia do Julião através de uma pequena trilha no final da Praia Grande, que fica a cerca de 1km da nossa pousada. 

É uma praia de águas calmas, própria para crianças, com águas muito límpidas e no seu canto direito, próximo às pedras, muitos peixinhos fazem a festa da criançada e quase comem nas nossas mãos. 

Praia do Julião

Peixinhos no canto da praia do Julião

No canto esquerdo da praia há um bar com uma trilha musical interessante com MPB e jazz. Bem diferente dos pagodes, sambas e axés que ouvimos na maioria das praias. Curtir um sol delicioso ao som de saxofone não tem preço! A infraestrutura é muito boa, com ducha, banheiro e uma aparência bem bonitinha para um bar de praia. Várias porções e refeições. Vale a pena.

Diversão o dia todo

Praia Grande

Gosto de praia no inverno. Não tem muita gente e o solzinho é gostoso, calmante. Nada como uma tarde preguiçosa olhando paisagens tão bonitas.

Solzinho de inverno tudo de bom


Rosinha, a mascote da pousada

Piscina da pousada

10 de julho de 2013

Ilhabela

Depois de uma viagem mais longa do que a distância exigiria devido às obras de duplicação da Rodovia dos Tamoios, chegamos a tempo de ver o pôr do sol na Balsa para Ilhabela. Mais perfeito impossível. O friozinho que nos acompanhava perdeu importância ao olhar para um céu que promete estar aberto no dia seguinte.

São Sebastião vista da Balsa para Ilhabela

A pousada nos pareceu boa, com um extenso jardim muito bem iluminado e um lago de carpas muito bonito. O quarto é espaçoso, duplex, muito limpo. O dono da pousada é muito simpático e pelo jeito, amante de carros antigos. Tem 3 na sua garagem. Mais tarde vou perguntar que modelos são pois não consegui identificar.

Visitamos a vila para jantar um camarão na moranga e ficamos admirados com a extensa orla reurbanizada da cidade. Planejamos voltar para passear a pé pelas ruazinhas do vilarejo.

6 de julho de 2013

Paraty - FLIP 2013

A FLIP é a maior feira literária do Brasil e acontece todo ano em Paraty. Esta é a 11a. edição e a primeira que participo.

Nós ficamos hospedados no vilarejo de Trindade, a cerca de 25km de Paraty, já que as pousadas de lá estavam lotadas e nas que ainda tinham vagas, o preço era proibitivo. Trindade é uma vila pequena com pousadas simplérrimas e muitos campings, uma espécie de reduto "paz e amor" para os que apreciam a natureza e as coisas simples.

Praia de Trindade

Participam da feira literária vários escritores internacionais e nacionais e todo ano um autor nacional é eleito como o homenageado. Esta ano foi a vez de Gracialiano Ramos, cuja obra eu nada conhecia e adorei ter contato.

A parede detrás da foto abaixo contém um trecho do manuscrito da obra "Vidas Secas" de Gracialiano, sobre sua mais famosa personagem, a cachorra "Baleia". Por causa dela e deste trecho acabei comprando o livro.

Tenda dos Autores

Os escritores se encontram em "Mesas Literárias", que são debates mediados por um jornalista ou crítico de literatura. Há duas formas de assistir a estas mesas, ao vivo, na Tenda dos Autores ou por um telão muito bem montado na Tenda do Telão. Os ingressos da Tenda dos Autores custam três vezes mais que os ingressos do telão.

O autor irlandês John Banville autografando o meu exemplar
Conheci o escritor John Banville durante a feira, na única mesa da Tenda dos Autores, da qual participei. Ele participou em companhia da escritora Lydia Davis. John Banville é uma figura peculiar que escreve, com seu próprio nome, livros em geral considerados bons pelos críticos e, sob pseudônimo, escreve livros policiais, como ele mesmo disse "livros que vendem, pois afinal precisa alimentar os filhos".

Gostei de todas as mesas que assisti e particularmente da que discutiu a política na obra de Graciliano Ramos. O Brasil vive um momento histórico neste momento, com inúmeros protestos reivindicando serviços públicos melhores, e ouvir três professores inteligentes falando sobre a importância da linguagem e como esta é uma ferramenta poderosa para mudar o mundo, foi enriquecedor para entender o contexto atual. 

Eu imaginava a FLIP diferente, com mais tendas, mais eventos simultâneos e a presença de mais livrarias ou mesmo de editoras vendendo livros durante o evento. A FLIP em si tem apenas as mesas literárias, uma só livraria e alguns patrocinadores com pequenos eventos virtuais. Há também a Flipinha, que tem programação e tendas para crianças. Há vários outros eventos que ocorrem simultaneamente à FLIP e não fazem parte dela, em casas culturais de Paraty e outros locais no centro da cidade que, em uma próxima oportunidade, darei mais atenção.

FLIP vista do Canal de Paraty

Senti falta de um planejamento maior de minha parte, estudando as agendas dos eventos, os autores e suas obras antes de chegar à Flip. Isso facilitaria a escolha do que comprar e de que autógrafos pedir. Os preços dos livros são de catálogo, não há descontos, portanto, vale a pena comprar os livros que interessam antes, por outros meios mais baratos.

Linda vista do Canal de Paraty

Aqui registro uma menção honrosa para a excelente comida que experimentamos em um restaurante/creperia francês da cidade. Os pratos demoram muito, mas muito mesmo, para ficarem prontos, mas cada segundo de espera vale a pena e a simpatia da sub-chef compensa tudo. Até porque a espera é regada a azeites aromatizados e acompanhados de um delicioso pão de azeitonas pretas feito na hora. O risoto de frutos do mar e o crepe de camarão são imperdíveis.