O dia começou bem frio e fazia apenas 2 graus quando deixamos o hotel. Seguimos pela estrada em direção a parte mais distante da região de Lujan de Cuyo e quando chegamos começou a nevar fraquinho.
Pulenta State
A primeira vinícola que visitamos neste dia se destaca pelas instalações bem cuidadas e muito limpas, com o piso brilhando em todas as áreas, o que é uma exigência do enólogo e um dos proprietários da vinícola.
Inciamos a degustação com um vinho branco ainda no hall de recepção e seguimos por uma visita às instalações desta bodega que produz 400.000 garrafas ao ano.
A sala de degustação foi uma surpresa. É a mais bela de todas as salas de degustação que visitamos durante a viagem. Fica no piso inferior e imita o ambiente de uma sala medieval da época do rei Arthur, com uma grande mesa de madeira quadrada no lugar da távola redonda.
Nossa maior surpresa foi a degustação de um vinho 100% de uva Cabernet Franc, cujo aroma surpreendentemente lembra pimentão verde.
Catena Zapata
Esta é a vinícola argentina mais conhecida no Brasil e, portanto, a mais procurada pelos brasileiros que chegam à Mendoza. A razão disso é que o vinho Catena Zapata é facilmente encontrado em quase todos os supermercados brasileiros.
Esta bodega tem um bonito edifício em estilo Maia, antigo e rústico. A sala das barricas é fantástica e imita uma linha de trem. Também adorei a adega que abriga a coleção de vinhos de primeira linha de diversos países, utilizados em degustações às cegas pelos enólogos da vinícola e seus convidados especiais, com o intuito de comparar a qualidade dos diversos vinhos do mundo com os vinhos fabricados pela Catena Zapata.
Nossa degustação foi feita em uma sala de estar, como se estivéssemos visitando amigos em uma casa de campo, com as taças dispostas na mesinha de centro e todos confortavelmente instalados em sofás grandes e macios.
A vinícola tem uma grande produção, cerca de 3.500.000 garrafas ao ano, e é uma das maiores vinícolas da Argentina. Possui duas linhas de produtos, uma delas disponível apenas para o mercado nacional argentino e outra para o mercado externo.
Ruca Malen
Esta foi a única vinícola que nos levou ao vinhedo propriamente dito para ver as plantas, apesar do frio. Como estávamos no inverno, as videiras estavam completamente secas, sem folhas e sem frutas, mas ainda assim é muito interessante vê-las de perto e aprender sobre os detalhes das técnicas de plantio e da idade e duração das plantas.
O almoço foi excelente com pratos muito especiais. O destaque ficou por conta de uma entrada deliciosa servida em um prato de vidro, onde as descrições dos ingredientes foram anotadas à canetinha de forma bastante criativa e inovadora na borda do prato.
A produção desta vinícola é de 935.000 garrafas ao ano.